21/03/12

A urgência do fazer

A burocracia e o excesso de deferência servem para muito pouco, senão mesmo para inibir a criatividade

Num tempo em que a otimização dos recursos se exige, em que a emergência do fazer se impõe, o número de feriados e os dias de descanso, têm motivado a discussão sobre a produtividade das instituições.

Mas produzir e ser fecundo passa também por ultrapassar fatores internos de contraprodutividade, como a burocracia e outros hábitos instalados, que pouco se têm debatido.

Num contexto organizacional excessivamente submerso em pro formas e ofícios estéreis, a que o país não se pode dar ao luxo, a ausência do preceito fere ainda suscetibilidades demais. Creio ser necessário olhar para o tema de forma mais séria e consequente, como, aliás, o têm feito diversos outros países.

O que pode parecer organizado, o mais adequado ou profissional, tantas vezes confundido com eficiência, asfixia a ação e a inovação produtiva. A burocracia e o excesso de deferência servem para muito pouco, senão mesmo para inibir a criatividade e a motivação de quem visiona e sabe concretizar. Mas que nem sempre pode, obstruído que fica numa espécie de brando compasso, na delonga dos procedimentos, na ausência de agilidade.

Os novos meios de comunicação e as ferramentas digitais, quantas vezes subaproveitados, não resolvem tudo. Mas simplificar procedimentos, repensar circuitos decisórios, delegar competências em quem depende de si próprio para consumar as ações em muito beneficiaria este desígnio.

Idealizar não chega, saber sem consequências também não. Agir e concretizar são palavras de ordem, mas há que incentivar o desfecho, canalizar energias, delegar competências, fomentar a inovação, promover estruturas flexíveis e, sobretudo, funcionais.

Sandra Costa Saldanha

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